quarta-feira, 12 de junho de 2019

Alimentação escolar ajuda no aprendizado de estudantes da educação básica



Pnae repassou, nesta primeira semana de junho, mais de R$ 399 milhões para apoiar a alimentação de alunos das redes públicas de todo o país
Estudar em tempo integral, ficar o dia todo na escola, não é algo fácil. E para ter foco nos estudos, nada melhor do que uma alimentação saudável e nutritiva. “A boa alimentação é o pilar. A criança tem o prazer de vir estudar e, também, de comer. E para isso é necessário o gestor fiscalizar, para que todos os alimentos sejam da melhor qualidade”, comenta Ricardo Koziel, diretor da Escola Classe 15 de Ceilândia, cidade a cerca de 25 quilômetros de Brasília-DF.
Toda semana, a escola recebe entre 800 e 1.000 quilos de alimentos, que são distribuídos para os estudantes em cinco refeições durante o dia: café da manhã, almoço, jantar e duas porções de fruta – uma de manhã e a outra à tarde. Para que a unidade de ensino tenha condições de receber esses alimentos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do Ministério da Educação, transfere recursos para entes federativos de todo o país por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Somente nesta primeira semana de junho, o FNDE repassou R$ 399,4 milhões para estados, municípios e Distrito Federal. Esses valores referem-se à quinta parcela de 2019 do Pnae e destinam-se a apoiar a alimentação escolar de estudantes da educação básica de todo o país. Apenas para o DF, foram transferidos R$ 3,8 milhões nesta quinta parcela, num total acumulado de R$ 19,2 milhões em 2019.
Os recursos podem ser investidos somente na compra de gêneros alimentícios, sendo que, no mínimo, 30% do total repassado pelo FNDE deve ser utilizado na compra de produtos da agricultura familiar, o que fomenta o desenvolvimento econômico local.
Um outro pilar importante do Pnae é a educação alimentar e nutricional. Os estudantes aprendem na escola a importância de uma alimentação equilibrada e saudável. E esse aprendizado acaba por influir na vida desses alunos. “Comer bem na escola me fez levar esse hábito para casa. Agora sempre como salada e legume, algo que não pedia tanto para minha mãe”, afirma Nicolly Oliveira, 10 anos, estudante da Escola Classe 15.
Repasses
Os recursos do Pnae são liberados em dez parcelas, de forma a cobrir os 200 dias do ano letivo da educação básica. As secretarias da educação, responsáveis pelas redes de ensino, recebem os valores e operam a alimentação escolar. São atendidos pelo Pnae os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público).
O programa está presente nos 5.570 municípios brasileiros, atendendo, de forma universal, a mais de 40 milhões de alunos, em cerca de 150 mil escolas. Por meio do Pnae, são servidas mais de 50 milhões de refeições diárias, totalizando mais de 10 bilhões de refeições por ano. Os recursos federais, de caráter suplementar, devem atingir em 2019 mais R$ 4 bilhões.
Fonte/Foto: FNDE

Últimos dias! Inscreva-se para as formações Escolas Conectadas e Escola Digital



Com o intuito de apoiar a formação continuada dos educadores, a Fundação Telefônica Vivo - em parceria com a Undime, abre vagas para o segundo ciclo de formações à distância. São cursos focados em atividades práticas para serem desenvolvidas em sala de aula, apoiando os educadores de todo o Brasil no desenvolvimento de suas carreiras e no aprimoramento de práticas pedagógicas.
Além das formações Escolas Conectadas, são oferecidos os cursos da plataforma Escola Digital, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo e do Instituto Natura, que contribuem para a inclusão da tecnologia na sala de aula e estimulam reflexões sobre as formas mais atrativas de utilizar recursos digitais nas atividades escolares.
Com carga horária de 15, 20 e 40 horas, os cursos são online, 100% gratuitos, certificados por instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).
Conheça os cursos oferecidos:
Alfabetizando na diversidade: por classes mais multisseriadas
Escola para Todos: inclusão de pessoas com deficiência
Escola para Todos: promovendo uma educação antirracista
Produção colaborativa do conhecimento: redes para multiplicar e aprender
Inova Escola: Espaços diferenciados
Inova Escola: Recursos Tecnológicos
Escola na nuvem: ferramentas gratuitas de produção online
Avaliação: para quê e como avaliar
Escola Digital: Tecnologia e Currículo 
Escola Digital: Tecnologia na Escola
As inscrições podem ser realizadas até o dia 18 de junho, pelo link: bit.ly/Undimed2
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo email: suporte@escolasconectadas.org.br 
Fonte/Fotos: Undime com informações da Fundação Telefônica Vivo

terça-feira, 11 de junho de 2019

Prouni 2019 do segundo semestre terá 169 mil vagas; inscrições começam na terça

MEC afirmou, nesta segunda (10), que 1.100 instituições de ensino superior aderiram à edição do segundo semestre do programa de bolsas de estudo do governo federal.


O secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel (centro), apresentou nesta segunda-feira (10) detalhes sobre a edição do segundo semestre do Prouni 2019 — Foto: Ministério da Educação

O secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel (centro), apresentou nesta segunda-feira (10) detalhes sobre a edição do segundo semestre do Prouni 2019 — Foto: Ministério da Educação

A edição do segundo semestre do Programa Universidade para Todos (Prouni) de 2019 terá 169.226 vagas, sendo que 41.763 são vagas para cursos a distância. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação na tarde desta segunda-feira (10). As inscrições começam nesta terça (11) e vão até a sexta-feira (14). Para participar, é preciso se inscrever pelo site http://siteprouni.mec.gov.br/.
Nesta edição, o MEC oferecerá 68.087 vagas de bolsa integral, e 101.139 vagas com bolsa de estudos parcial, de 50% do valor da mensalidade.

Bateria do Instituto TIM agita eventos em junho


O começo de junho está sendo animado para os integrantes da Bateria do Instituto TIM, que marcou presença em dois eventos especiais nesta primeira semana do mês. No domingo, dia 02/06, a Bateria do Instituto TIM se apresentou na abertura da primeira edição do evento Italianorio, promovido pelo Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro, em colaboração com a Agência Nacional Italiana de Turismo (ENIT). Com atividades esportivas, culturais e gastronômicas, a música da Bateria embalou as comemorações pelo dia Nacional da Itália e pela Jornada Nacional do Esporte, que aconteceram na Praça Mauá, no Centro do Rio.

ABORDAGEM INOVADORA PARA A BUSCA ATIVA DE CRIANÇAS FORA DA ESCOLA

Busca Ativa Escolar é uma plataforma que apoia gestores públicos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão.
O fluxo da Busca Ativa Escolar funciona assim:
  1. A plataforma mobiliza a rede de profissionais do setor público que atua em campo (assistentes sociais, agentes de saúde, conselheiros tutelares etc.). Esses profissionais identificam as crianças fora da escola e o motivo por que isso acontece, e registram esses alertas no sistema por meio de SMS, aplicativo ou da interface web.
  2. Cada caso é atribuído a um técnico, que vai a campo e faz uma pesquisa aprofundada sobre a criança e sua família.
  3. As informações coletadas são encaminhadas a grupos solucionadores – que atuam para resolver o problema que impede a criança de ir à escola – para que a criança seja (re)matriculada.
  4. Ela será acompanhada durante todo o ano letivo, para garantir sua permanência na sala de aula.
A solução potencializa a articulação das diversas áreas do poder público, pois todos têm acesso à mesma base de dados. Ela permite que o município cruze informações, identifique as maiores demandas, classifique-as por bairro ou faixa etária, consulte os casos em aberto e os solucionados. Assim, os gestores contam com mais subsídios para monitorar e tomar decisões.
Busca Ativa Escolar foi desenvolvida em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), e está alinhada aos objetivos do Fora da Escola Não Pode!, do UNICEF.



QUAL É O CENÁRIO EM QUE O PROJETO SE INSERE?

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Estratégias didáticas para o ensino da matemática


Estratégias didáticas para o ensino da matemática, pode ter certeza que você vai curtir e seus alunos vão começar a adorar essa matéria.
Essas estratégias são interessantes para qualquer idade, não importa se é professor do ensino médio ou de crianças. Veja como elaborar uma boa estratégia que fará diferença na vida dos estudantes, além disso, seu trabalho vai ficar muito mais simples.

4 Estratégias didáticas para o ensino da matemática

Estratégias didáticas para o ensino da matemática

Sequência didática é um bom instrumento para o professor

É muito importante ter uma sequência didática na suas aulas, se você começa a ensinar algo e logo depois ensina uma matéria completamente diferente, os alunos podem ficar perdidos. Além disso, na matemática, muitos estudos dependem dos outros, por isso a sequência é necessária. Uma outra dica bem interessante é sempre ficar atento e refletir sobre como você pode ajudar seus alunos a compreender a importância de receber aquele conhecimento.
Uma boa aprendizagem vai acontecer quando o estudante é capaz de perceber que os conhecimentos escolares são úteis para sua vida fora da escola. Provavelmente você já deve ter escutado algum aluno dizer que aquela matéria que está aprendendo não vai ajudar ele em nada. Ouvir isso é muito comum, principalmente quando falamos de matemática, por isso você como professor deve encontrar maneiras de aplicar o que ensina na vida e em sociedade.
s sequências didáticas vão ajudar bastante nesse conceito, você vai criar um conjunto de atividades organizadas de tal forma que cada etapa está interligada à outra. Dessa forma, quando estiver planejando seu objetivo deve ser ensinar um determinado conteúdo, começando por uma atividade simples até chegar às operações mais complexas.

Cada etapa da sequência didática precisa ter objetivo claro

Nossa próxima estratégia está interligada com a primeira, para desenvolver uma sequência didática você vai precisar planejar as etapas de acordo com a expectativa de aprendizagem. Vamos mostrar como deve fazer isso mostrando alguns pontos importantes. O primeiro é compreender a situação-problema, você precisa ter clareza do que se pede no enunciado da atividade, propondo uma atividade aos alunos você vai saber o que os alunos sabem ou não sabem sobre o que se pede.
O segundo ponto é identificar os conhecimentos que estão no centro do problema que passou, assim você pode conferir se os alunos reconhecem os conhecimentos trabalhados por você. O próximo ponto é decidir os procedimentos necessários para encontrar a solução, e o último ponto que vai ajudar a decidir a sequência didática é verificar os resultados obtidos.

O que os alunos já sabem

Antes de planejar sua atividade é preciso saber o que seus alunos já sabem para elaborar um trabalho mais interessante. Saiba do conhecimento prévio desses alunos, assim com base nesses resultados vai poder formular as atividades com o objetivo de ampliar a aprendizagem.

A avaliação ajuda o professor a definir os passos seguintes

A última das estratégias didáticas para o ensino da matemática é fazer uma avaliação, assim vai conseguir entender melhor o que seus alunos já aprenderam e conseguiram captar em suas aulas. Fica mais fácil assim prever as possíveis dificuldades dos estudantes e preparar intervenções adequadas para serem utilizadas durante a sequência de atividades.
Essas avaliações vão mostrar o que os alunos já aprenderam e vão apontar o que ainda precisa ser revisado e melhorar. Com base nessas informações você pode organizar melhor as ações didáticas e ajudar os alunos a superarem suas dificuldades.
Agora que já sabe as estratégias didáticas para o ensino da matemática é só colocar em prática, pode ter certeza que com essas estratégias você vai ter bons resultados. Depois volte aqui para contar o que achou e como seus alunos melhoraram a aprendizagem dessa matéria. Não esqueça de compartilhar com outras pessoas, eles vão gostar de saber essas estratégias assim como você.

Fonte: Canal do Ensino
Postado por: Taíza Torres
O Canal do Ensino é um Portal dedicado a educação, que está no ar desde janeiro de 2012. O portal é focado em compartilhar notícias sobre tudo o que há de mais relevante no universo educacional ensino. Além disso, estão disponíveis no portal, cursos gratuitos, livros de domínio público, vídeo aulas, dicas de concursos, bolsas de estudo, dicas para professores e estudantes, bem como conteúdo sobre redes sociais na educação e tudo o que há de mais atual em tecnologia educacional.

OS DEZ MANDAMENTOS DO EDUCADOR


OS DEZ MANDAMENTOS DO EDUCADOR

OS DEZ MANDAMENTOS DO EDUCADOR
I. Amar a Deus, as pessoas, a vida. Gostar do cheiro de gente.
II. Não se irritar em vão, ao contrário, ter paciência.
III. Respeitar cada faixa etária e sua maturidade.
IV. Honrar a virtude; dar sempre aos alunos o exemplo de caridade, justiça e humanidade.
V. Não matar a iniciativa e o entusiasmo do aluno.
VI. Ser aberto aos ideais elevados e ter coração sensível aos mais puros afetos.
VII. Não se furtar aos trabalhos.
VIII. Não colocar dificuldade à manifestação espontânea de tendências e interesses dos alunos, mas, ao contrário, favorecê-los para melhor dirigi-los.
IX. Não fazer tudo em um só dia. A educação é obra de persistência e continuidade. Em educação, “perder tempo” é, muitas vezes, ganhá-lo.
X. Não cobiçar elogios e honrarias, nem sequer compensação, mas trabalhar na certeza reconfortante de estar realizando obra de mérito e de contribuir para a felicidade dos homens e dos povos.
(Autor desconhecido)
Imagem: Helen_f / Fotolia

A FUNÇÃO DA REUNIÃO DE PAIS




A FUNÇÃO DA REUNIÃO DE PAIS  ORIENTAÇÃO ESCOLAR
Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases-Lei 9.39496) “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana…”. 
As escolas brasileiras possuem características similares quando o assunto é reunião de pais, isso por que todas realizam esse procedimento. As reuniões acontecem em geral em determinados períodos do ano, especialmente no fechamento dos bimestres, momento que marca a entrega de notas. 
O sistema brasileiro de ensino propõe que um aluno para avançar nas séries de ensino subseqüentes deve obter notas mínimas em todas as disciplinas, desse modo, os principais objetivos das periódicas reuniões é justamente para discutir esse assunto. 
Em praticamente todas as reuniões promovidas pelas escolas as realidades são idênticas, até mesmo a estrutura delas são parecidas, os pais dos alunos que obtiveram notas elevadas e que apresentam bom comportamento são parabenizados e os pais daqueles que não atingiram as médias estabelecidas pela escola e que não apresentam comportamento apreciado, são alertados quanto à falta de interesse e disciplina do filho. 
Reunião de pais: um momento de desabafo.
A concepção de grande parte dos educadores em momento de reunião de país é de “vingar” do aluno, pois existe a possibilidade de colocar os pais contra os filhos a partir do “arsenal” de informações negativas obtidas no decorrer do bimestre e que nesse momento é emitido para os responsáveis. Esses educadores esperam não uma melhoria e sim uma punição por parte dos pais. 

Esse agrupamento escolar não deve ter tal configuração, pois ao invés de promover uma evolução positiva pode dificultar o desenvolvimento do aluno. 

A escola deve abrir espaços para solucionar ou pelo menos buscar alternativas para uma melhoria na realidade escolar do aluno, desse modo deve-se estabelecer parcerias entre a escola e os pais, para que haja uma condução positiva dos possíveis problemas, além disso, os professores devem compreender a realidade em que vive determinado educando, para que não venha fazer julgamentos precipitados a respeito do mesmo. 

Isso faz parte da realidade de muitas crianças, adolescentes e jovens, quando alguns alunos não apresentam bons resultados escolares são reprimidos ou excluídos como um ser para o qual não há solução, sendo que muitas vezes esse indivíduo é fruto de lar desestruturado, pais separados, quando existe alcoolismo na família, violência, dentre muitas outras mazelas de ordem familiar. 

Nesse sentido é que a reunião deve se focalizar, na troca de informações para que a partir desse ponto possa elaborar de forma conjunta uma solução, e que não se resuma somente em períodos de fechamento de notas, mas no decorrer de todo o ano. 

Essa perspectiva não é algo que ocorre na totalidade das escolas, ou seja, não é uma regra, porém é a pratica mais difundida no meio escolar, nesse caso o melhor é planejar objetivos e questionamentos direcionados à família e que essa também agregue contribuições, uma vez que a escola não consegue educar sozinha. 

A educação deve ser instituída com a participação efetiva de pais e escola. As reuniões devem fazer parte da realidade escolar como algo harmonioso e um centro de soluções para vida escolar dos alunos.
Por Eduardo de Freitas

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

10 filmes para repensar a educação


Produções nacionais e internacionais mostram inovação nas salas de aula

Mais do que entreter, alguns filmes têm o poder de inspirar. Ainda mais quando o assunto é educação. Produções nacionais e internacionais vão além do questionamento do modelo tradicional de ensino e convidam para uma reflexão sobre o papel do professor, do aluno e do sistema educacional. Prepare a pipoca – e um caderninho de anotações -, e confira os dez filmes que selecionamos sobre o tema:

1. Quando sinto que já sei
Custeado por meio de financiamento coletivo, o filme registra práticas inovadoras na educação brasileira. Os diretores investigaram iniciativas em oito cidades brasileiras e colheram depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais.
Duração: 78 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Antonio Sagrado, Raul Perez e Anderson Lima

2. A Educação Proibida
Gravado em oito países da América Latina, o documentário problematiza a escola moderna e apresenta alternativas educacionais em mais de 90 entrevistas com educadores. O filme é independente e foi financiado de forma coletiva.
Duração: 145 minutos
Ano de lançamento: 2012 (Argentina)
Direção: German Doin e Verónica Guzzo

3. Pro dia nascer feliz
O filme mostra o cotidiano permeado de desigualdade e violência de jovens de quatro escolas públicas brasileiras, em Pernambuco, São Paulo, Duque de Caxias e no Rio de Janeiro.
Duração: 89 minutos
Ano de Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: João Jardim


4. Além da sala de aula
Baseado em fatos, o filme narra a trajetória e os desafios enfrentados por uma professora recém-formada em uma escola temporária para sem-tetos nos Estados Unidos.
Duração: 95 minutos
Ano de lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Jeff Bleckner


5. Sementes do nosso quintal
A infância é o tema central do documentário, que foca no cotidiano da Te-Arte, uma escola infantil inovadora que foca no estímulo da criatividade infantil, e na trajetória da idealizadora Thereza Soares Pagani.
Duração: 115 minutos
Ano de lançamento: 2012 (Brasil)
Direção: Fernanda Heinz Figueiredo


6. Quando tudo começa
Em meio à miséria e à indiferença do governo francês, um professor de uma escola pública se envolve com as situações vividas pelas famílias das crianças e protesta contra as políticas sociais do país.
Duração: 117 minutos
Ano de lançamento: 1999 (França)
Direção: Bertrand Tavernier


7. Paulo Freire – Contemporâneo
Entrevistas com familiares, pedagogos e o próprio Paulo Freire apresentam o pensamento e a atemporalidade do método de alfabetização do educador.
Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: Toni Venturi


8. Tarja Branca

Tratado com seriedade, o direito de brincar é o tema deste documentário, que aborda o conceito de “espírito lúdico” e convida para a reflexão do desenvolvimento do homem adulto.
Duração: 80 minutos
Ano de lançamento: 2014 (Brasil)
Direção: Cacau Rhoden


9. Entre os muros da escola
Uma sala de aula na periferia de Paris simboliza o choque cultural presente na França contemporânea: François Marin, um professor francês, busca formas de se aproximar de seus estudantes asiáticos, africanos, árabes e franceses. O longa é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, protagonista da narrativa.
Duração: 130 minutos
Ano de lançamento: 2008 (França)
Direção: Laurent Cantet

10. Mitã
Educação, espiritualidade, tradição e cultura da criança se misturam na narrativa, inspirada pelos pensamentos de Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Lydia Hortélio.
Duração: 52 minutos
Ano de lançamento: 2013 (Brasil)
Direção: Lia Mattos e Alexandre Basso
 Fonte:http://www.revistaeducacao.com.br

Entenda por que o letramento precoce pode ser prejudicial


Aprender a ler e a escrever antes do tempo pode excluir etapas decisivas no desenvolvimento das crianças



O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto.
Introduzida pelo filósofo e educador austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.
Em poucas palavras: na educação infantil, aprimorar essas características é mais importante do que aprender a ler o próprio nome. “Eliminar atividades que favorecem a criatividade e o pensamento pode ter consequências graves. Infelizmente, muitas dessas práticas estão sendo substituídas pela escolarização antecipada”, alerta Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os ideais disseminados pelo croata têm ligação direta com estudos elaborados por outro profissional de renome na área, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Ele dizia que a alfabetização é resultado de um processo longo e repleto de etapas, como gestos e expressões. Ao fazer um símbolo no ar, por exemplo, a criança já se manifesta a partir de uma linguagem mais próxima da escrita. Esse aprendizado gradual é imprescindível e deve acontecer nas classes de primeira infância, sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhem ou forcem as etapas de desenvolvimento. “O letramento exige um grau muito grande de amadurecimento neuromotor. Desse ponto de vista, a criança só estará pronta para ser alfabetizada por volta dos 6 anos”, afirma Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global e da Escola Globinho. Segundo ela, brincar leva o aluno a compreender a si mesmo, seus sentimentos e o mundo em que vive. “Essa prática garante a formação das bases necessárias para a construção de outras linguagens”, comenta.
Estimular a leitura precoce, por sua vez, compromete tal formação. Além disso, pode ocasionar problemas como sobrecarga, deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse. “Aprender a ler não é simplesmente decifrar as letras, mas sim dominar um sistema simbólico, o que exige um grande amadurecimento neuropsíquico”, explica a diretora.
ANA
Essa discussão ganhou fôlego principalmente depois da implantação da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Direcionada a estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas, a prova avalia os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática. O objetivo é verificar se as crianças são preparadas corretamente para uma nova fase da vida estudantil. No entanto, uma questão defendida por muitos profissionais da área é que a aplicação de uma prova desse porte pode não ser tão benéfica quanto parece e ter reflexos já nas classes de educação infantil.
De acordo com Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a ANA tende a fortalecer uma visão que já existe nas unidades escolares – a de que, na primeira infância, é preciso preparar os estudantes para a etapa seguinte, o ensino fundamental. “Fazer isso significa antecipar iniciativas relacionadas a processos de alfabetização e letramento, ou seja, o educador pula etapas importantes e passa a concentrar suas energias em algo que ainda não precisaria ser abordado”, diz.
Para Freitas, testes como a ANA deveriam acontecer apenas a partir do final do ensino fundamental. O formato também poderia ser diferente. O interessante, segundo ele, é que o método avalie as políticas públicas em geral e não a escola. “Um professor sabe muito bem em quais pontos seus alunos são bons ou não”, ressalta.
Pais podem contribuir
Ao mesmo tempo em que a instituição exerce um papel importante, os pais também devem redobrar o cuidado com o letramento precoce. De acordo com Sandra, a pressão pode começar a ocorrer dentro de casa, quando os familiares incentivam a criança a ler palavras ou a escrever nomes aleatórios. “É fundamental que todos se atentem a isso. No lar, bem como na escola, as atividades devem ser adequadas para a faixa etária”, diz.
Fonte:http://www.revistaeducacao.com.br/por-que-o-letramento-precoce-pode-ser-prejudicial/

A história, os pilares e os objetivos da educação socioemocional


Pamela Bruening, especialista norte-americana, fala em entrevista à Educação sobre conceitos de educação socioemocional e os benefícios de sua implantação nas escolas

educação socioemocional
                             
                                                Crédito: Shutterstock
Solidariedade, amizade, responsabilidade, colaboração, empatia, organização, ética, cidadania, honestidade. Esses valores (ou características) — tão desejáveis nos relacionamentos humanos e cada vez mais requisitados e necessários nos dias de hoje — deverão ser ensinados, praticados ou pelo menos estimulados também nas escolas. É o que dizem as novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
A partir de 2020, todas as escolas brasileiras terão de incluir as habilidades socioemocionais nos seus currículos. Ou seja, haverá a necessidade de adaptar os programas escolares e treinar os professores para que possam ministrar essas novas competências — que têm foco em habilidades não cognitivas, muito mais relacionadas ao comportamento e à administração das próprias emoções, mas que impactam positivamente o indivíduo e a relação dele com o mundo ao seu redor.
A Educação Sociemocional (em inglês, SEL – Social Emotional Learning) é o processo através do qual os alunos aprendem, dentro do currículo escolar, a refletir e efetivamente aplicar conhecimentos e atitudes necessários ao longo da vida escolar, educando os corações, inspirando mentes, materializando projetos e contribuindo para a transformação desses estudantes pela educação.
Segundo a professora e doutora norte-americana Pamela Bruening, o conceito de aprendizagem socioemocional foi formalmente desenvolvido há cerca de 20 anos. Diretora pedagógica do Cloud9World, um programa de educação socioemocional disponível em português com a denominação Nuvem9Brasil, Pamela escreveu 18 livros sobre o tema e tem 30 anos de experiência nos ensinos fundamental, médio e superior. É especialista em projetos de melhoria da escola, liderança educacional, intervenção, avaliação de programas e estratégias educativas e desenvolvimento de currículos. Além de palestrante e conferencista internacional de Educação, também presta consultoria para o desenvolvimento profissional de professores, administradores, conselhos escolares e produtos educativos.
Nesta entrevista à Educação, ela aborda os conceitos de educação socioemocional e os benefícios de sua implantação nas escolas.
Onde surgiu e o que é a educação socioemocional?
O conceito de aprendizagem socioemocional foi formalmente desenvolvido há cerca de 20 anos. Nos Estados Unidos, em 1994, um grupo de pesquisadores com o objetivo de investigar o impacto da aprendizagem socioemocional na educação criou o CASEL, uma organização mundial que promove o aprendizado acadêmico, social e emocional integrado para todas as crianças da pré-escola até o ensino médio. Naquela época, as escolas e todo o sistema educacional estavam promovendo a prevenção sobre o uso de drogas e a violência, a educação moral e cívica, bem como a educação sexual.
A educação socioemocional foi desenvolvida e introduzida como uma estrutura para atender às necessidades dos jovens e apoiar o alinhamento de uma série de programas e iniciativas escolares. Ao longo do tempo, uma meta-análise de estudos, o apoio da Association for Supervision and Curriculum Development e pesquisas em andamento proporcionaram uma maior conscientização da necessidade de um esforço coordenado da educação socioemocional na rede escolar, que resultou em um aumento do desempenho acadêmico dos alunos. Alguns estados americanos, bem como o governo federal, reconheceram o valor desses programas e o impacto positivo nos alunos e nas escolas.
Quais são seus pilares de sustentação?
Os pilares que apoiam a educação socioemocional incluem autoconhecimento, autogerenciamento, tomada responsável de decisões, habilidades de relacionamento e consciência social. Essas bases incluem contextos na escola, em casa e na comunidade, o que essencialmente significa que este tema precisa ser abordado em todos os grupos de participantes que se relacionam com a escola.
O conceito de educação socioemocional sempre esteve intrínseco ao espaço da escola ou é algo novo nesse ambiente?
Em anos passados, a educação socioemocional existiu no ambiente escolar de variadas formas. Às vezes, isso estava revestido dentro da própria cultura escolar, outras vezes na educação do caráter e, de certa forma, até como suporte para projetos de comportamento positivo. O ponto principal, independentemente da forma adotada, é que a autoconsciência e o autogerenciamento levam a uma maior sensibilidade aos outros e ao aumento de comportamentos pró-sociais. Nos últimos anos, a educação socioemocional ganhou força, especialmente a ideia de que suas habilidades precisavam ser ensinadas propositadamente e que os alunos precisavam de oportunidades para praticar essas habilidades.
Qual a importância da educação socioemocional no desenvolvimento acadêmico?
Pesquisas em todo o mundo apontam que o melhor aprendizado ocorre em ambientes seguros e saudáveis, ou seja, o aprendizado ocorre em um contexto social. De certo modo, é difícil separar aspectos sociais e emocionais de processos de aprendizagem acadêmica. Além disso, os componentes das habilidades socioemocionais, no caso dos Estados Unidos, estão totalmente ligados a requisitos da American Common Core [a base norteadora de educação daquele país, o que similarmente está acontecendo com a BNCC, no Brasil], e autorregularão trabalho em equipe, empatia, cooperação e uma série de valores que fortalecem o caráter humano e tão necessários para as demandas do século 21.
Há praticamente um consenso de que as habilidades socioemocionais devem ser trabalhadas dentro dos currículos escolares e não como um apêndice extracurricular. Por quê?
Atividades extracurriculares são frequentemente tidas como algo opcional e desnecessário. A quantidade de pesquisas que apoiam a educação socioemocional e seu im­pacto no desempenho acadêmico e na cultura escolar tornou comum a integração do desenvolvimento dessas habilidades aos currículos escolares, dando à Educação Socioemocional seu merecido lugar de importância na educação.
O CASEL divulgou pesquisas de desempenho de implementação delineando os passos iniciais que os distritos escolares [grupo de escolas por região nos EUA] deveriam tomar na implementação de uma abordagem sistêmica para a educação socioemocional em toda a escola e em salas de aula individuais. Eles são encorajados a alinhar as instruções de educação socioemocional dentro do currículo existente.
Um bom exemplo de como isso pode ser feito é com o uso de padrões ELA [Education Learning Acquisition – um programa de educação norte-americano] em que os processos de leitura e compreensão de textos (ficção ou não ficção) expliquem aspectos da educação socioemocional em um formato instrucional direto. As atividades são projetadas para mostrar ao aluno as habilidades socioemocionais e estão alinhadas aos padrões ELA, podendo ser ensinadas por todas as matérias.
A educação socioemocional também pode ser reforçada durante todos os dias do ano letivo por meio do apoio ao comportamento positivo na escola, tornando-se parte integrante da vida de todos os alunos.
Existem abordagens diferentes na implantação da educação socioemocional?
Muitos programas focam mais suas abordagens em comportamentos do que em virtudes humanas. No entanto, os comportamentos costumam ser os resultados dos valores mais profundos ou a falta deles. O Cloud9World, por exemplo, busca tocar o âmago da pessoa, onde os valores são capazes de impulsionar mudanças de comportamento e tomadas de decisões. Por isso fornece às escolas uma linguagem simples e comum, focada em compreender e desenvolver valores essenciais que promovem comportamentos positivos e relacionamentos saudáveis. A intenção é integrar a educação socioemocional a todas as áreas do currículo, em todas as séries da educação básica, o que torna essa integração muito mais fácil para os professores. As chamadas forças de caráter são ensinadas e reforçadas por meio da leitura, escrita, fala e colaboração com os colegas durante as rotinas escolares, de forma a contribuir com o clima escolar.
Em sua opinião, como um programa de educação socioemocional deve ser estruturado na escola?
É importante que permita aos alunos aprender a partir de uma variedade de virtudes e valores, características que podem ser, por exemplo, os pontos fortes de personagens, incentivadas por meio de histórias, vídeos e instruções diretas. Planos de atividades flexíveis e um suporte constante permitem que os professores forneçam aos alunos instruções diretas, práticas e troca de expe­riências. As avaliações garantem a compreensão e o crescimento do aluno. À medida que escolas implementam um programa de forma integral, a cultura escolar se torna mais positiva e os pais se envolvem com as atividades dirigidas a eles em casa. Assim, crianças e adultos garantem uma maior compreensão dos valores, de forma prática, em todas as áreas da vida.
As transformações sociais têm ocorrido cada vez mais rapidamente. Pode-se falar que existem novas ou reformuladas virtudes?
Acredito que à medida que nossa sociedade muda, especialmente com a influência da tecnologia, algumas virtudes ou pontos fortes do caráter humano serão mais influenciados do que outros. Muito disso é baseado nas necessidades apontadas pelo mercado de trabalho. Torna-se imprescindível, então, que um programa de educação socioemocional também tenha abordagens voltadas para as demandas do século 21. Por esse motivo, acredito que novos valores sempre surgirão e algumas forças de caráter podem ser mais valorizadas do que outras em diferentes momentos, com base nas necessidades dos alunos. As virtudes clássicas provavelmente sempre serão valorizadas, já que muitas das mais recentes estão relacionadas, em parte, a elas.
Então é preciso trabalhar algumas virtudes mais do que outras?
Acredito que a educação socioemocional deve enfatizar a importância de todas as virtudes. Reconheço, no entanto, que as escolas, devido às peculiaridades dos países em que estão, podem ter de adotar pontos fortes específicos antes das outras, com base nas necessidades de seus alunos. Temos um trabalho de orientação às escolas, mas grande parte desta escolha, sobre qual virtude trabalhar primeiro, é feita pela própria instituição de ensino.
Fonte:
http://www.revistaeducacao.com.br/historia-os-pilares-e-os-objetivos-da-educacao-socioemocional/



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